• A venezuelana Margot Benacerraf realizou, nos anos 1950, dois filmes de grande repercussão. As relações entre tais obras, o projeto de cinema da diretora e o Nuevo Cine Latinoamericano (NCL) são muitas. Porém, Benacerraf quase não é citada nas publicações sobre esse movimento. Pretendemos, neste artigo, demonstrar que: 1) Benacerraf é uma (não) pioneira do Nuevo Cine Latinoamericano; 2) ela esteve conectada de várias maneiras com o NCL, seus eventos e participantes; e 3) sua invisibilidade na história do movimento se deve a diferentes aspectos do machismo que estrutura nossa região, e que invisibiliza e interrompe carreiras de mulheres.